Localizado no coração da cidade, um grande ícone da história
maringaense, o Hotel Bandeirantes, que sobrevive ao tempo e nas lembranças da
sociedade.
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Flâmula do hotel na década de 1960
Prova do valor do café na economia
da cidade e região.
Foto: MPB
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Inaugurado em 1956 pela
Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, sua construção antecedeu até mesmo o asfalto,
prevendo a necessidade de um hotel de primeira classe, que atendesse todo o
norte paranaense, pois a economia crescia a todo vapor, alavancada pela cultura
cafeeira. Se tornou símbolo da prosperidade econômica da cidade, pois circulava
muito dinheiro por causa do café a da venda de lotes.
Iniciou suas atividades com o nome de “Grande Hotel
Maringá”, depois passou a ser “Grande Hotel Bandeirantes” e é chamado até hoje
de “Hotel Bandeirantes”.
A construção se destaca por suas características modernistas,
considerada uma das pioneiras na época, cujo o engenheiro responsável foi José
Augusto Bellucci, que projetou além do prédio, móveis e até os talheres do
hotel. Um projeto que já valorizava na época a ventilação e luz natural, que
atendesse todas as áreas do hotel. Além disso a obra contou com projeto
paisagístico, elaborado por Anibal Bianchini.
O hotel atendia além de seus hospedes, toda sociedade, com
eventos sociais. Em 1958 ficaram hospedados grandes nomes da TV, atores e
artistas da época, que participavam do Festival de Cinema Nacional, realizado
em Maringá.
Durante pelo menos 4 décadas o hotel abrigou os mais
diversos eventos e festas badaladas da cidade.
O tempo passou, em 2005 o hotel encerrou todas as suas
atividades, nesse mesmo ano o prédio foi tombado como patrimônio Histórico e
Cultural do Paraná. No ano de 2017 a prefeitura decretou o bem como “área de
utilidade pública”, primeiro passo a ser dado em caso de uma desapropriação,
segundo informações, uma forma de proteger o imóvel de possíveis alterações que
venham descaracterizar ou destruir suas características históricas.
No final do ano passado, no dia 26 de dezembro, à ex-governadora
Cida Borghetti assinou decreto, no qual o estado assumia a responsabilidade e
fazer o repasse de R$ 23,5 milhões, para o processo de desapropriação, prevendo
a criação de um museu no local. Porém o novo governador do estado Ratinho Jr
anulou o decreto no início de janeiro de 2019.
Infelizmente o destino do Hotel Bandeirantes contínua
incerto.
Registros apontam que o Grande Hotel Bandeirantes, possui
forte influência na formação da cidade e sua população, atestando seu objetivo
de criação, trazer investimentos e desenvolvimento para Maringá.
Portanto não trata apenas de um imóvel fechado, mas sim da
história materializada de toda uma cidade e seus acontecimentos, que devemos
preservar e disponível, para as novas gerações possam conhecer suas origens.
Fontes/Site: Prefeitura de Maringá, Grupo Maringá de
Comunicação, Maringá Histórica, Unicesumar, Agência de Notícias do Paraná,
Hotel Maringá e RPC Maringá.
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