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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Sabor da História - O Valor de Bons Exemplos


Em 2012 fizemos uma publicação com o título "Simplicidade no Cultivo", mencionando o prazer que muitas pessoas tem de cultivar o café no próprio quintal, executando assim todo ciclo, desde a colheita, secagem e torra. As fotos foram feitas na casa de um amigo em especial do Sabor da História, mas infelizmente 1 ano mais tarde veio a nos deixar, porém grandes homens antes de partir, deixam muitas histórias e bons exemplos. Nesse caso o saudoso seu João, nos deixou uma muda de pé de café, tirada do seu quintal mesmo, e hoje, 3 anos após seu falecimento, essa muda mostra a importância de deixarmos boas sementes. Ela começou a florir, ainda tímida, mas com o encanto e perfume que só a flor do café tem! Agora a pergunta que fica é: O que vamos deixar para o Futuro? O Sr. João ensinou que existem diversas maneiras e modos de cultivo, e quando é feito com amor, tudo fica melhor, até mesmo "café de fundo de quintal!"


 Fonte: Sabor da História - Café de fundo de quintal e Simplicidade no Cultivo 

Fotos: Sabor da História

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Sabor da História - Mural da rotatória do PAM em Mandaguari-PR


Seguindo a linha de influência da cultura cafeeira exerceu no progresso de muitas cidades no Norte Pioneiro do Paraná, temos a cidade de Mandaguari (79), localizada no norte central do estado, onde observamos o respeito e homenagem ao fruto em um mural de 2012, logo na entrada da cidade, na rotatória do PAM - Pronto Atendimento Municipal.
Segundo informações disponíveis na internet, foi realizado um concurso cultural com as escolas municipais, onde deveriam realizar um desenho aplicando as características observadas pela óptica das crianças. Porem o desenho vencedor, denominado "Rainha dos Cafezais" da Escola Municipal Professora Yolanda Cercal, acabou não sendo replicado na obra. A engenheira responsável pelo projeto arquitetônico, informou que nenhum dos trabalhos estavam aptos a serem confeccionados com o assentamento de pastilhas de vidro (técnica para criação de mosaico - arte decorativa). Também mencionou que lembra que o trabalho vencedor era repleto de elementos, mas o espaço para aplicar a ilustração era pequeno e curvo, impedindo o trabalho. Contou que ouviu dizer que o desenho seria contemplado em outra obra, cujo a técnica seria diferente.













Além do café, outro elemento que compõem tanto o mural da rotatória, como o trabalho da escola Yolanda Cercal é abelha, pois o nome de Mandaguari, pode ter sido escolhido devido a presença na região de muitas dessas abelhas com o mesmo nome, ou por causa de um ribeirão que fazia a divisão das terras.


O cultivo de café é ainda forte na cidade, sendo referência também de qualidade no senário nacional, com seu café premiado diversas vezes.

Infelizmente Sabor da História não conseguiu mais informações em relação aos alunos que participaram da criação do trabalho, mas sempre é possível uma nova postagem com novos fatos. Envie email para nós sabordahistoria@gmail.com.


Fotos: Sabor da História


quinta-feira, 12 de maio de 2016

Sabor da História - Praça da Xícara


Praça Dr. Sinval Reis, mais conhecida como "Praça da Xícara", pois em seu centro existe um elemento no formato de uma xícara, um símbolo em homenagem a cultura cafeeira da região em seu apogeu. Responsável por fomentar a economia de muitas cidades da região.
Inaugurada em 23 de novembro de 1964, a praça já passou por diversas restaurações e reformas, mas como muitos outros monumentos, sofre com a ação de vândalos. Cabe à sociedade cobrar e ajudar o poder público, na preservação da história.


 


Sinval Reis (1909 - 1963)
Foi um cidadão ativo, responsável pelo
surgimento de inúmeras obras filantrópicas, como a Casa da Criança de Paranavaí, Santa Casa de Misericórdia de Paranavaí e muitas outras.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Sabor da História - Mural "Os Pioneiros"



Mural Artístico “Os Pioneiros”- Colégio Santa Cruz – Maringá-PR – 2000, um lindo trabalho, rico em detalhes, feito em alto relevo que representa grandes fatos da história de Maringá, desde de seu surgimento aos dias mais atuais. Contado em quatro passagens emblemáticas para cidade, começando da esquerda para direita na primeira passagem está a derrubada da mata, e junto um grupo de homens, um deles segurando uma espingarda, simbolizando o perigo em desbravar a mata fechada.
Na segunda passagem podemos notar o surgimento das primeiras casas, ainda simples e a chegada de famílias inteiras. É importante ressaltar a presença marcante da mulher no painel, demonstrando o valor delas no surgimento da cidade e ao fundo a construção da Capela Santa Cruz, primeira igreja do Maringá Velho
Avançando no tempo, um dos grandes fatos da história de Maringá e outras cidade da região, principalmente no Norte Pioneiro, temos a cultura cafeeira, ilustrada através do abanar dos frutos e seu transporte, fruto esse considerado e conhecido como “Ouro Verde” e que trouxe gente de vários cantos em busca de uma vida melhor e assim foi por um bom tempo.
No final do painel a cidade já transmite tempos mais modernos, o trabalho com o metal, o Colégio Santa Cruz, primeira instituição de ensino particular da cidade e a Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória.






A construção do painel demorou 7 meses, foi usado apenas areia, cimento e cola, são 212,50 m² (42,50m comprimento e 5m de altura) de muita história. Localizado na rua Antônio Otávio Scramim, esquina com a Av. 19 de Dezembro – Maringá – PR (23°25'18.1"S 51°57'15.0"W).


Importante conhecer o grande escultor, Porttalha (Éder Ribeiro) – 2007, natural de Mandaguari-PR, diagnosticado com paralisia infantil aos seus quatro anos que o deixou com o braço direito com problemas sérios de mobilidade, mas não atrapalhou o menino de tornar-se um artista plástico de muito talento e técnica, tendo como inspiração Poty Lazzarotto (confira postagem com Lazzarotto). Apesar de ter trabalhado com outras técnicas, Porttalha moldou seu caminho dando formas a história, na manipulação do cimento, encontrando o ponto ideal para fazer seus painéis, antes entalhados em madeira. Infelizmente Éder Porttalha faleceu em 2007 vítima de um enfarto aos seus 46 anos.




Fonte: Maringá Turística, Artes na Web e Jandaia Online. Fotos Eloise Podanoscki.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Sabor da História - Visita Locomotiva 840 e Manobreira 101


No último dia 29 de 2015 Sabor da História visitou Londrina, no Norte Pioneiro para apreciar a Locomotiva Baldwin 840 - modelo 460 (posição dos rodízios) restaurada e em exposição no Museu Histórico da cidade desde de abril de 2014, uma senhora gigante de 105 anos (fabricação 1910). Apesar de fazer parte do acervo permanente do museu, a máquina rodou durante 60 anos em trilhos paulistas (primeiro na Estrada de Ferro Dourados, sendo a máquina nº 2 e em seguida na Companhia Paulista de Estrada de Ferro com o nº 840), ficou exposta por mais 25 anos no Parque da Uva em Jundiaí - SP e mais um bom tempo estacionada na oficina da companhia e no campus, até finalmente ser restaurada e voltar a ter seu lugar de destaque. Hoje o destaque é ser peça principal do acervo permanente do museu, mesmo nunca ter rodado em trilhos paranaense é o símbolo do progresso do Norte Pioneiro ao lado da cultura cafeeira, aliás um dos principais produtos transportados por volta de 1930 na região.
Segundo Hobsbawm (Eric John Ernest Hobsbawm – 1961 – historiador britânico reconhecido como um importante nome da intelectualidade do século XX), a introdução da locomotiva a vapor simboliza o triunfo do homem pela tecnologia, pois superou distâncias. A tal ponto que na Revolução Industrial, a locomotiva tornou-se o grande símbolo do desenvolvimento tecnológico e de superação da humanidade frente à natureza.
A locomotiva e o tender de abastecimento completa o cenário com os dois carros, um de primeira e segunda classe mais um carro pagador, alinhados na plataforma de embarque e desembarque, próximos a bilheteria e ao sino da estação. Cenário como esse é raro no Paraná, começando pelo prédio do museu, onde já funcionou uma estação ferroviária, mais locomotiva e carros restaurados (restauro cênico).

Na capital também é possível visitar um acervo ferroviário com direito a locomotiva em uma antiga estação, hoje funciona acoplado ao Shopping Estação.




Na visita aproveitamos também para conhecer a locomotiva manobreira (locomotiva mais curta, geralmente utilizada para o trabalho de conduzir material rodante, seja interliga-los ou separa-los, na formação ou desfazer um trem ou comboio) La Meuse 101 estacionada no Ponto de Atendimento Infantil. Desde de agosto de 2015 a máquina está em meio a uma polêmica, sua possível transferência para Curitiba, conforme determinação do Iphan - Instituto Brasileiro do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional que autorizou a transferência da manobreira 101, onde existe projeto para o uso em circuito turístico. Devido a manifestações contrária a retirada da peça da cidade por pioneiros e lideranças a mudança foi adiada e o que sabe que nada foi definido até o momento, apesar de fortes indícios da transferência acontecer, mas em contrapartida será compensado a retirada por outra máquina mais nova e em funcionamento.
Como na postagem anterior (clique para ver postagem anterior) Sabor da História fica triste do fato de retirar um bem histórico da guarda de uma cidade para outra, mas como Londrina também já foi beneficiada com uma máquina que rodou em outro estado e principalmente que a manobreira está sofrendo com o vandalismo e ação do tempo e para seu restauro leve muitos anos ainda, talvez essas mudanças sejam uma alternativa de dar uma chance a história continuar viva e que seu valor seja repassado para as novas gerações, mesmo que por meio do turismo pago.

    
Locomotiva 840                            

 

Locomotiva manobreira

Fonte: Londrina Documenta , Bonde News e Paiquere FM - Fotos Sabor da História

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Sabor da História - Locomotivas de Londrina

As festividades para comemorar o Dia do Pioneiro em Londrina (21/08) ocorreram com o clima  de preocupação e revolta de pioneiros e responsáveis pelo Museu Histórico de Londrina - Padre Carlos Weiss, onde já funcionou a ferroviária da cidade. O clima é devido uma determinação do Iphan - Instituto Brasileiro do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional que autorizou a transferência da locomotiva manobreira 101 de Londrina para Curitiba, onde existe projeto para o uso em circuito turístico pago. A locomotiva 840 recém restaurada e instalada no museu também corre esse risco.
Alunos do curso de História da Universidade Estadual de Londrina iniciaram a coleta de assinaturas em um abaixo assinado para revogar a decisão. A direção do museu relata que tudo foi decidido sem nenhuma reunião com os interessados antes de tomarem a decisão de transferência e que já existia um pedido de guarda por parte do museu.
Infelizmente essa é uma informação triste e preocupante, Sabor da História já visitou o Museu Histórico de Londrina como podem relembrar (clique para ver postagens anteriores) e constatou o cuidado e a importância dessas máquinas representam para população da cidade e toda região do Norte Pioneiro do Paraná.
Toda cidade deve ter o direito e dever de cuidar e ser responsável por sua história.

Fonte: Folha de Londrina - Folha Geral - 24.08.2015

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Sabor da História - O Prazer de Uma Boa Xícara de Café


O astronauta italiano Luca Parmitano ao responder um questionamento sobre sua estadia no espaço, mostrou o quanto o café pode ajudar no desenvolvimento, mesmo que seja indiretamente, na ocasião o profissional respondeu o que ele mais sentiu falta foi de "uma boa xícara de espresso". A partir disso foi desenvolvida uma máquina de espresso que já mencionamos em uma postagem (confira), além da máquina outro experimento que vai ajudar muito em pesquisas no espaço é a xícara de microgravidade. 
Apesar da criação surgir de uma resposta do astronauta Parmitano , quem realmente aproveitou do mais novo feito foi a astronauta Sra. Samantha Cristoforetti que no dia 03 de maio tornou-se a primeira pessoa a beber uma xícara de espresso no espaço.



quarta-feira, 22 de abril de 2015

Sabor da História - Painel do Café


Uma das mais belas obras de arte presentes em Maringá o Painel do Café, encontra-se entre as composições artísticas mais antigas, sendo que em 2016 completará 60 anos. 
Em fevereiro após reunião com representantes da prefeitura e das famílias Maiomone e Bruder, foi oficializada a doação da obra ao município, uma ótima notícia na preservação da história da cidade. Trata-se de um painel de azulejos que mede 2,4 metros de altura - 16 peças, por 7,5 metros de largura - 53 peças, total de 848 peças. Bendito foi o Sr. Américo Dias Ferraz, então fazendeiro, cerealista de café e dono do bar onde foi instalado a obra - Bar Colúmbia, ponto de encontro de cerealistas e políticos. A pintura representa a colheita do café sendo efetuada provavelmente em uma fazenda em Minas Gerais, devido as montanhas ao fundo, de possível propriedade do Sr. Américo Dias Ferraz.
O Painel do Café será transferido de lugar, estudos técnicos para essa remoção estão sendo realizados. A decisão do local onde a obra será reinstalada ainda não foi decidido, a Comissão Especial de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Maringá (CEPPHAC) vem acompanhando todo processo. O que está certo é que toda comissão quer que o painel fique exposto em local público e de fácil acesso.

O Painel do Café foi tombado em 2011 e está em situação de risco, dividindo espaço com um mercado de utilidades, portanto a doação e a notícia de transferência foram recebidas com alegria no meio histórico e quem ganha é a população e principalmente os apaixonados por nossa cultura cafeeira, importante peça no desenvolvimento econômico de diversas cidades e regiões.


Aproveite e confira outra postagem sobre a obra - Sabor da História 

O Artista
Waldemar Moral Sendin (In Memoriam)

Bar Colúmbia - Painel do Café ao fundo




Fonte: Secretária de Cultura de Maringá, Wilame Prado e Welington Vilanova.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Sabor da História - Food Bike


O conceito fast food está em crescente evolução, após o surgimento dos food truck, um novo formato de empreender surge, o food bike. O bacana é que Guilherme de Oliveira criou um food bike para venda de café e doces - Oliver Brown Coffee Shop.
Uma ideia ótima para atender o público que tem dificuldade de se ausentar por muito tempo do local de trabalho para tomar uma boa dose de café.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Sabor da História - Vapor Vivo


       Acervo: Vapor Mínimo

Na história do nosso país temos muitos acontecimentos que ficaram marcados e dois deles foram fundamentais para o progresso e em muitas vezes andaram juntos, é o caso da cultura cafeeira e as estradas de ferro com suas gigantes de aço, as locomotivas a vapor.
Muitas cidades se formaram por causa das lavouras de café, com as altas produções, era preciso rapidez no escamento da safra, é quando surge a grande parceria com as estradas de ferro. Que além de transportar o Ouro Verde, trouxe desenvolvimento e mais cidades surgiam no percurso das linhas férreas, pessoas chegavam de diversas regiões e assim crescia a economia.
Toda essa evolução e desenvolvimento também teve seus dias de trevas. O café que proporcionou riqueza, sofreu com problemas com a falta de controle em sua produção e outro grande inimigo foram os problemas climáticos, em algumas regiões praticamente dizimou a cultura, como foi a geada negra de 75.
Nas estradas de ferro também ocorreram problemas, principalmente com o encerramento das atividades de transporte de passageiros, as locomotivas a vapor que presentearam com esperança e desenvolvimento foram esquecidas e abandonadas ao tempo e degradação. As linhas férreas não evoluíram mais, os investimentos são apenas para manter o pouco que restou. Mas a história é mais forte que as dificuldades. O café continua vivo, é a segunda bebida mais consumida no Brasil, fica a traz apenas da água, graças a paixão de muitos cafeicultores que não desistiram das lavouras.
Já as estradas de ferro principalmente as locomotivas a vapor, precisam mais ainda da paixão, em algumas cidades do Brasil é possível encontrar essas máquinas restauradas em exposição e até em funcionamento para passeios. Mas o número de locomotivas em estado de abandono mesmo quando em exposição é enorme.

        Acervo: Arnaldo Bottan

Um hobby pouco praticado no Brasil mas que pode conquistar mais pessoas na luta da preservação da história do transporte ferroviário é o LIVE-STEAM ou vapor vivo, são réplicas em escala menor das locomotivas que funcionam da mesma forma das gigantes de aço, ou seja, a base de vapor, causado a partir do aquecimento das águas da caldeira, através da queima de carvão mineral ou lenha (madeira).
Live-steam é um hobby que exigi conhecimento das máquinas “verdadeiras” e dedicação. Muitos dos praticantes possuem um vínculo com a história das locomotivas a vapor e isso é que fortalece a prática. Assim através desses brinquedos de gente grande que a história permanece viva e conquistando novos públicos.
Um grande praticamente e construtor de suas próprias réplicas é o Sr, Arnaldo Bottan, 69, um conhecedor das máquinas e principalmente da história, que vem repassando seus conhecimentos para os novos apaixonados. Bottan além de construir já dois modelos de locomotivas, possui outras peças e máquinas a vapor em sua oficina e também contribui com restauros.
Arnaldo possui vídeos na internet onde ele mostra o seu trabalho e os detalhes do funcionamento e características de cada locomotiva que construiu e reforça que para prática desse hobby é necessário ter paixão, pois demanda tempo e muita paciência.


OBS: Quer conhecer mais sobre o Live-steam e o trabalhado desenvolvido pelo Sr. Arnaldo confira em www.locomotivas.wordpress.com. Aproveite para curtir um pouco mais de Sabor da História Café (clique aqui).